Comentários sobre matéria - Quais são os riscos dos suplementos e alimentos proteicos?
Edson Teófilo Fernandes
Em cada ser humano é comum encontrar um julgador imediatista, estou incluso nesse universo, muitas vezes em defesa própria ou de terceiros que me interessa. No momento alguns assuntos estão em moda, ou talvez encontrando o seu lugar merecido, e um deles com certeza são os suplementos alimentares.
Em cada ser humano é comum encontrar um julgador imediatista, estou incluso nesse universo, muitas vezes em defesa própria ou de terceiros que me interessa. No momento alguns assuntos estão em moda, ou talvez encontrando o seu lugar merecido, e um deles com certeza são os suplementos alimentares.
Não
sou profissional da saúde, mas durante muitos anos trabalhando em grandes
instituições que estão permanentemente sob o crivo da ANVISA posso dizer que já
vi muita coisa inadequada acontecer, mas vou morrer e não vejo tudo. Mesmo com essa
agência sendo rígida ao extremo, muitas irregularidades são praticadas no dia a
dia. Parece-me que está no DNA do empresário e outros gestores brasileiros o
prazer de violar normas para benefício pessoal ou corporativo, é incrível essa
falta de respeito à vida e direitos dos demais cidadãos. Tudo me leva a
creditar que muitos acreditam que normas e regras são apenas para uns, quando é
para beneficiar só para si é bom, quando não é bom para si é só para os outros.
O
assunto abaixo (matéria anexa na íntegra) é um daqueles que muitos, mesmo sendo
vítimas da má-fé de empresários sem escrúpulos, parecem não entenderem o que
isso significa para a sua própria saúde e vida. Muitos querem cultuar o corpo e
se esquecem de que tudo aquilo é uma matéria falível que precisamos mantê-la
saudável se quisermos tirar mais e melhor proveito dela, mas não, sempre muitos
querem alcançar níveis com uso de suplementos dos mais diversos tipos da
maneira mais econômica possível e nunca da maneira mais correta possível.
Os
farinheiros, por exemplo, estão ganhando rios de dinheiro com produtos
inadequados porque tem consumidor inconsciente ou pouco inteligente, que não
percebem que nem tudo que é caro é bom, mas com certeza o que é bom não é
barato. Como podem produtos semelhantes serem absurdamente diferentes no preço
final para o consumidor? Não me refiro ao valor do produto, isso é outro assunto,
me refiro ao preço que cada um paga. Nesses casos poderemos avaliar por dois
ângulos: Alguém está ganhando demais, portanto é no mínimo indecente ou alguém
está vendendo gato por lebre, jamais todos estão corretos.
Qualquer
indústria de suplementos que tenha um gestor de negócios, auxiliado por um
departamento de marketing, técnico cientifico e jurídico competente está na
hora de ganhar muito dinheiro, o mercado consumidor é crescente, não tem crise,
a cada dia ganha novos consumidores com conhecimento e poder aquisitivo bom.
Pode
parecer corriqueira a matéria abaixo, mas tem um conteúdo muito interessante,
ela mostra alguns riscos que a sociedade está exposta, entre eles a falta de
conhecimento e consciência de seus direitos. O mínimo que um consumidor de
suplementos deveria fazer era consultar um profissional no assunto, afinal ele
estará ingerindo algo que poderá fazer o bem, assim como poderá fazer muito
mal. Você vai ao ginecologista para agendar uma consulta neurológica? O
ginecologista é médico, foi colega de turma do neurologista durante 6 anos, mas
depois cada um se especializou para melhor servir a sociedade dentro de suas
especialidades. Com suplementos não é diferente, é preciso profissionais de
saúde habilitados em nutrição para recomendar o que usar. Cada pessoa tem um
perfil diferente na hora de fazer uso de um alimento funcional, suplemento,
etc. O Nutricionista é o profissional que estuda para saber o que serve ou não
para cada organismo, como, quanto e quando deve usar, entre outras orientações.
É certo que existem outros profissionais envolvidos, ele não está sozinho.
Acredito
que o consumidor pode mudar o comportamento desse mercado. Só o consumidor
poderá exigir dos profissionais produtos bons de empresas sérias, uma vez que aquele
que paga tudo tem poder de decisão no mundo capitalista, no caso o consumidor,
pena que a maioria não sabe. Fica um recado, produzir com qualidade, seriedade,
responsabilidade social, encargos sociais, tributos e outros custos não é
barato. Produtos importados e consumidos no Brasil não tem selo de garantia de
excelência, portanto o que é bom produzido fora pode ser bom produzido no
Brasil. Você consumidor é quem pode mudar a cara desse mercado, aqui e em
qualquer outra sociedade democrática. Vejam abaixo o conteúdo da matéria que eu
me refiro copiada e reproduzida na íntegra, infelizmente o autor não assinou ...
“Quais
são os riscos dos suplementos e alimentos proteicos?
Com
informações da Anvisa
Descobertas e
denúncias
A
preocupação dos consumidores com a saúde e a estética tem contribuído para o
surgimento e o desenvolvimento de um mercado de produtos que mesclam
características de alimentos, medicamentos e cosméticos.
Mas este é um
mercado problemático.
Além
de anúncios quase diários de descoberta de novos benefícios de produtos
específicos, há igualmente denúncias, notificações de eventos adversos,
adulterações e alertas internacionais referentes ao uso de suplementos alimentares.
Muitos nomes
As
autoridades sanitárias e os fabricantes utilizam diferentes terminologias para
denominar esses produtos, tais como: alimentos funcionais, nutracêuticos,
suplementos dietéticos, suplementos para saúde e nutricosméticos.
No
Brasil, não há previsão legal para a categoria "Suplementos
Alimentares". Atualmente, esses produtos poderiam ser enquadrados em pelo
menos quatro categorias distintas de alimentos: suplementos vitamínicos e
minerais; novos alimentos; alimentos com alegações de propriedades funcionais
e/ou de saúde; e substâncias bioativas isoladas e probióticos. Na área de
medicamentos, alguns suplementos poderiam ser enquadrados como medicamentos
específicos, medicamentos fitoterápicos ou medicamentos biológicos.
Trata-se,
portanto, de uma categoria muito ampla de produtos com características
qualitativas e quantitativas bastante variadas.
Irregularidades
Os
consumidores que procuram uma maneira rápida e fácil para perder peso, ganhar
massa muscular, melhorar a aparência ou mesmo obter outros benefícios à saúde
devem ficar atentos à publicidade, pois em geral produtos mal caracterizados
não cumprem os benefícios anunciados.
Ainda
pior do que isso: eles podem causar danos à saúde se contiverem ingredientes
que não são seguros para serem consumidos como alimentos ou, ainda, conter
substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem
acompanhamento médico, ou não podem ser ingeridas ao mesmo tempo que alguns
medicamentos.
Nos
anos de 2013 e 2014, a Anvisa analisou 23 suplementos proteicos, sendo que 20
apresentaram irregularidades de composição, e apenas um desses produtos
apresentou resultado satisfatório para todos os ensaios.
Suplementos só
para atletas
Alimentos
não podem ter propriedades ou indicações terapêuticas e ou medicamentosas.
Portanto, propagandas e rótulos que indicam produtos para prevenção ou
tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de
massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são
ilegais.
Os
alimentos para atletas são considerados alimentos para fins especiais,
destinados a atender as necessidades nutricionais específicas e auxiliar no
desempenho de atletas. Esses produtos não podem apresentar substâncias
estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial
Antidoping (WADA).
Os
alimentos para atletas são classificados como suplemento: hidroeletrolítico
para atletas; energético para atletas; proteico para atletas; para substituição
parcial de refeições de atletas; de creatina para atletas; de cafeína para
atletas. Essa denominação deve constar na rotulagem mesmo no caso de produto
importado.
Para
as pessoas que praticam atividade física com objetivo de promoção da saúde,
recreação ou estética - pessoas que não são atletas - não há necessidade de
suplementação alimentar. Essa parcela da população não deve consumir esse tipo
de alimento sem a orientação de um profissional competente. Uma dieta
balanceada e diversificada é suficiente e recomendável para atender as
necessidades nutricionais dessas pessoas.”
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