sábado, 19 de setembro de 2015

Suplementos Alimentares entre o bem e mal.

Comentários sobre matéria - Quais são os riscos dos suplementos e alimentos proteicos?

Edson Teófilo Fernandes

Em cada ser humano é comum encontrar um julgador imediatista, estou incluso nesse universo, muitas vezes em defesa própria ou de terceiros que me interessa. No momento alguns assuntos estão em moda, ou talvez encontrando o seu lugar merecido, e um deles com certeza são os suplementos alimentares.

Não sou profissional da saúde, mas durante muitos anos trabalhando em grandes instituições que estão permanentemente sob o crivo da ANVISA posso dizer que já vi muita coisa inadequada acontecer, mas vou morrer e não vejo tudo. Mesmo com essa agência sendo rígida ao extremo, muitas irregularidades são praticadas no dia a dia. Parece-me que está no DNA do empresário e outros gestores brasileiros o prazer de violar normas para benefício pessoal ou corporativo, é incrível essa falta de respeito à vida e direitos dos demais cidadãos. Tudo me leva a creditar que muitos acreditam que normas e regras são apenas para uns, quando é para beneficiar só para si é bom, quando não é bom para si é só para os outros.

O assunto abaixo (matéria anexa na íntegra) é um daqueles que muitos, mesmo sendo vítimas da má-fé de empresários sem escrúpulos, parecem não entenderem o que isso significa para a sua própria saúde e vida. Muitos querem cultuar o corpo e se esquecem de que tudo aquilo é uma matéria falível que precisamos mantê-la saudável se quisermos tirar mais e melhor proveito dela, mas não, sempre muitos querem alcançar níveis com uso de suplementos dos mais diversos tipos da maneira mais econômica possível e nunca da maneira mais correta possível.

Os farinheiros, por exemplo, estão ganhando rios de dinheiro com produtos inadequados porque tem consumidor inconsciente ou pouco inteligente, que não percebem que nem tudo que é caro é bom, mas com certeza o que é bom não é barato. Como podem produtos semelhantes serem absurdamente diferentes no preço final para o consumidor? Não me refiro ao valor do produto, isso é outro assunto, me refiro ao preço que cada um paga. Nesses casos poderemos avaliar por dois ângulos: Alguém está ganhando demais, portanto é no mínimo indecente ou alguém está vendendo gato por lebre, jamais todos estão corretos.

Qualquer indústria de suplementos que tenha um gestor de negócios, auxiliado por um departamento de marketing, técnico cientifico e jurídico competente está na hora de ganhar muito dinheiro, o mercado consumidor é crescente, não tem crise, a cada dia ganha novos consumidores com conhecimento e poder aquisitivo bom.

Pode parecer corriqueira a matéria abaixo, mas tem um conteúdo muito interessante, ela mostra alguns riscos que a sociedade está exposta, entre eles a falta de conhecimento e consciência de seus direitos. O mínimo que um consumidor de suplementos deveria fazer era consultar um profissional no assunto, afinal ele estará ingerindo algo que poderá fazer o bem, assim como poderá fazer muito mal. Você vai ao ginecologista para agendar uma consulta neurológica? O ginecologista é médico, foi colega de turma do neurologista durante 6 anos, mas depois cada um se especializou para melhor servir a sociedade dentro de suas especialidades. Com suplementos não é diferente, é preciso profissionais de saúde habilitados em nutrição para recomendar o que usar. Cada pessoa tem um perfil diferente na hora de fazer uso de um alimento funcional, suplemento, etc. O Nutricionista é o profissional que estuda para saber o que serve ou não para cada organismo, como, quanto e quando deve usar, entre outras orientações. É certo que existem outros profissionais envolvidos, ele não está sozinho.

Acredito que o consumidor pode mudar o comportamento desse mercado. Só o consumidor poderá exigir dos profissionais produtos bons de empresas sérias, uma vez que aquele que paga tudo tem poder de decisão no mundo capitalista, no caso o consumidor, pena que a maioria não sabe. Fica um recado, produzir com qualidade, seriedade, responsabilidade social, encargos sociais, tributos e outros custos não é barato. Produtos importados e consumidos no Brasil não tem selo de garantia de excelência, portanto o que é bom produzido fora pode ser bom produzido no Brasil. Você consumidor é quem pode mudar a cara desse mercado, aqui e em qualquer outra sociedade democrática. Vejam abaixo o conteúdo da matéria que eu me refiro copiada e reproduzida na íntegra, infelizmente o autor não assinou ...

“Quais são os riscos dos suplementos e alimentos proteicos?
Com informações da Anvisa

Descobertas e denúncias

A preocupação dos consumidores com a saúde e a estética tem contribuído para o surgimento e o desenvolvimento de um mercado de produtos que mesclam características de alimentos, medicamentos e cosméticos.

Mas este é um mercado problemático.

Além de anúncios quase diários de descoberta de novos benefícios de produtos específicos, há igualmente denúncias, notificações de eventos adversos, adulterações e alertas internacionais referentes ao uso de suplementos alimentares.

Muitos nomes

As autoridades sanitárias e os fabricantes utilizam diferentes terminologias para denominar esses produtos, tais como: alimentos funcionais, nutracêuticos, suplementos dietéticos, suplementos para saúde e nutricosméticos.

No Brasil, não há previsão legal para a categoria "Suplementos Alimentares". Atualmente, esses produtos poderiam ser enquadrados em pelo menos quatro categorias distintas de alimentos: suplementos vitamínicos e minerais; novos alimentos; alimentos com alegações de propriedades funcionais e/ou de saúde; e substâncias bioativas isoladas e probióticos. Na área de medicamentos, alguns suplementos poderiam ser enquadrados como medicamentos específicos, medicamentos fitoterápicos ou medicamentos biológicos.

Trata-se, portanto, de uma categoria muito ampla de produtos com características qualitativas e quantitativas bastante variadas.

Irregularidades

Os consumidores que procuram uma maneira rápida e fácil para perder peso, ganhar massa muscular, melhorar a aparência ou mesmo obter outros benefícios à saúde devem ficar atentos à publicidade, pois em geral produtos mal caracterizados não cumprem os benefícios anunciados.

Ainda pior do que isso: eles podem causar danos à saúde se contiverem ingredientes que não são seguros para serem consumidos como alimentos ou, ainda, conter substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico, ou não podem ser ingeridas ao mesmo tempo que alguns medicamentos.

Nos anos de 2013 e 2014, a Anvisa analisou 23 suplementos proteicos, sendo que 20 apresentaram irregularidades de composição, e apenas um desses produtos apresentou resultado satisfatório para todos os ensaios.

Suplementos só para atletas

Alimentos não podem ter propriedades ou indicações terapêuticas e ou medicamentosas. Portanto, propagandas e rótulos que indicam produtos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais.

Os alimentos para atletas são considerados alimentos para fins especiais, destinados a atender as necessidades nutricionais específicas e auxiliar no desempenho de atletas. Esses produtos não podem apresentar substâncias estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping (WADA).

Os alimentos para atletas são classificados como suplemento: hidroeletrolítico para atletas; energético para atletas; proteico para atletas; para substituição parcial de refeições de atletas; de creatina para atletas; de cafeína para atletas. Essa denominação deve constar na rotulagem mesmo no caso de produto importado.

Para as pessoas que praticam atividade física com objetivo de promoção da saúde, recreação ou estética - pessoas que não são atletas - não há necessidade de suplementação alimentar. Essa parcela da população não deve consumir esse tipo de alimento sem a orientação de um profissional competente. Uma dieta balanceada e diversificada é suficiente e recomendável para atender as necessidades nutricionais dessas pessoas.”



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