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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

QUANDO A IDADE É APENAS UM DETALHE POSITIVO...

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BELEZA APÓS OS 50 ANOS

Todos os créditos de Leidiane de Oliveira

Uma rotina equilibrada pode ser a chave para você manter a beleza de pele, cabelos e unhas nessa fase da vida.

Quando completamos 50 anos, algumas mudanças importantes acontecem. O corpo não é o mesmo de 20 anos atrás – e os cuidados devem ser redobrados. Esse processo fisiológico do envelhecimento também afeta a beleza feminina, deixando a pele mais seca, os cabelos frágeis, as unhas quebradiças. Mas quem disse que a partir dessa idade não existem cuidados para minimizar e prevenir a piora desses aspectos?

A alimentação, como sempre, está em primeiro lugar quando o assunto é beleza e longevidade. Uma dieta leve, equilibrada e rica em frutas, legumes, proteínas de alto valor biológico e gorduras boas conta pontos positivos. Os nutrientes que não podem faltar diariamente são:

Vitamina B12. Auxilia na produção de glóbulos vermelhos, na síntese de DNA e na manutenção da saúde do coração e sistema nervoso.

Vitamina B6. Mantém os níveis de energia e também é aliada do coração.

Cálcio. Como nesse período as mulheres sofrem com a queda do estrogênio (hormônio que preserva e promove a saúde óssea), é preciso aumentar o consumo desse mineral.

Vitaminas e minerais antioxidantes (vitaminas C, A e E, selênio e zinco).Diminuem a ação dos radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce.

Além de incluir esses nutrientes na dieta, outra dica interessante é suplementar a presença do colágeno hidrolisado no organismo. Como contamos aqui, alguns estudos apontam que, após os 30 anos, a produção dessa proteína cai – e ela é importante na manutenção da firmeza, elasticidade e hidratação da pele, além de auxiliar nos cuidados dos cabelos e unhas.

Aliado às dicas acima, não deixe de praticar esportes e beber água regularmente. Com essas dicas é possível aproveitar os 50 anos como um período inesquecível (e belo) da sua vida.

LEIDIANE DE OLIVEIRA

Nutricionista graduada pelo Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE), é pós-graduada em Nutrição Clínica e Esportiva pelo Instituto de Pesquisa Ensino Gestão e Saúde (IPGS). É Nutricionista Sanavita.

Fonte: http://www.sanavita.com.br/blog/beleza-apos-os-50-anos/ 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Alimentos que são a base para uma melhor qualidade de vida nesse inverno. Você conhece?



8 alimentos que ajudam a manter imunidade no inverno


Cogumelo, chá verde, alho e batata yacon, entre outros, ajudam a evitar ataques de vírus e bactérias durante a estação

A chegada do inverno aumenta as chances de contrair doenças respiratórias. A combinação de ar seco e frio e a variação de temperatura é responsável por baixar a imunidade do corpo. Por isso a saúde precisam de atenção redobrada durante a estação para reforçar a imunidade contra o ataque de vírus e bactérias, que causam resfriados, faringites, gripes e pneumonias. Estas doenças são mais comuns no inverno, pois as pessoas costumam permanecer mais tempo em locais fechados e sem ventilação.

A nutricionista Paula Vasconcelos, da Nature Center (www.naturecenter.com.br), explica que uma alimentação balanceadas auxiliará na manutenção da imunidade alta. As refeições devem conter legumes, verduras e frutas, sobretudo aquelas ricas em vitamina C. A ingestão de líquidos ajuda na hidratação e evita que as vias aéreas fiquem ressecadas e forme feridas, que são portas de entrada para doe nças. A ssociado a isto, alimentos funcionais também podem reforçar a proteção do organismo por reunir muitos destes componentes importantes para manutenção da imunidade.

A nutricionista da Nature Center preparou uma lista de alimentos que ajudam a manter a imunidade alta.

• Oleoginosas: Castanha do Pará, pistache e amêndoa são alimentos ricos em selênio, substância anti-oxidante, e em gordura mono e poli-insaturada, que diminui o colesterol ruim (LDL) e eleva o colesterol bom (HDL). Além disto, evita hipoglicemia. 

• Alho: Possui ação anti-inflamatória e anti-infecciosa devido à substância ativa alicina. De preferência o alho deve ser consumido esmagado ou cru. Ainda há a opção do óleo de alho em cápsulas. 
• Chá verde - Pessoas que bebem chá verde (www.naturecenter.com.br/cha-verde-ct-122-293394.htm) têm imunidade fortalecida. Isto ocorre porque o chá contém uma propriedade que impede que vírus e bactérias de se instalarem nas paredes celulares. Esta propriedade ainda protege o organismo contra outros problemas como disenteria, indigestão, diarréia, entre outros. 

• Peixe - Alimento rico em ômega 3, ácido graxo encontrado em peixes como atum, sardinha e salmão e que é um grande aliado do sistema imune, além de prevenir doenças cardíacas e alguns tipos de câncer. Muitas pessoas não gostam de peixe, mas ômega 3 pode ser encontrado em alimentos funcionais, como Óleo de Peixe. 

• Cogumelo Shitake - Este cogumelo aumenta a produção dos glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo, melhorando assim a imunidade do corpo. 

• Frutas cítricas: Limão, laranja, kiwi, tangerina, acerola, entre outros, são ricos em vitamina C. Com propriedades anti-inflamatórias, as frutas cítricas aumentam a produção de células de defesa, promovendo maior resistência ao organismo. 

• Gengibre: Com propriedades anti-inflamatórias e anti-oxidantes, devido ao princípio ativo gengirol, melhorando o sistema imunológico. 

• Batata yacon: Rica em fibras, estimula a flora bacteriana intestinal, o que aumenta a imunidade do organismo. Também conhecida com insulina natura, a bataca yacon reduz os níveis de glicose no sangue.

Além de ingerir alimentos que fortalecem a imunidade e evitar hábitos que podem facilitar o trabalho de vírus e bactérias, é importante também evitar alimentos e rotinas que podem baixar a imunidade: 

• Exercícios são ótimos para o organismo, mas a prática com alta intensidade e de alta duração podem fragilizar o sistema imunológico 

• Consumo regular de açúcar, sobretudo o refinado, prejudica o sistema imunológico, pois enfraquece a capacidade das células brancas, responsáveis por destruir as bactérias. 
• Excesso de peso aumenta o risco de infecções 

• A ingestão de gordura faz com que a atividade das células protetoras seja reduzida, comprometendo o sistema imunológico. 

• Baixo peso deixa o organismo fraco e vulnerável 

• Estresse enfraquece as defesas do organismo, facilitando as infecções 

• Dormir bem é essencial para manter a saúde. A falta de sono e noites mal dormidas aumentam o nível de estresse, reduzindo a imunidade natural do organismo.”

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Alimentação Funcional, um dos temas citados nesse momento por especialistas e leigos.

"Por que apostar na tão falada “alimentação funcional”? Andrea Santa Rosa explica

11 de Junho de 2015,
Nutricionista Andrea Santa Rosa

Conquistar o corpo ideal é um sonho. Agora, imagine chegar lá com muita saúde. É isso que propomos com a alimentação funcional. Nossa preocupação vai além da simples contagem de calorias. Os alimentos funcionais são componentes da dieta que, além das funções nutricionais básicas, podem proporcionar um benefício para o organismo e desempenhar um papel na redução dos riscos de certas doenças e outras ocorrências.

Benefícios da alimentação funcional

Há distintos benefícios dos alimentos funcionais, que vão desde a atuação no controle do colesterol até a proteção contra o envelhecimento precoce. Na maioria das vezes, eles apresentam potente ação antioxidante, reduzindo a incidência de diversas doenças causadas pelos radicais livres. São ricos em fibras, vitamina C, licopeno e ômega 3, polifenóis, fibras, entre outros componentes que auxiliam na melhora do funcionamento do organismo e garantem benefícios à saúde.

Lista de alimentos funcionais

Como um bom exemplo de alimento funcional, podemos citar as pimentas. E olha quantos benefícios: além de vitaminas e minerais, como A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio, a pimenta do reino possui piperina e a pimenta malagueta possui capsaicina, que atuam como potente termogênico natural. Isso quer dizer que elas possuem efeito digestivo e, além disso, são capazes de estimular a cicatrização de feridas.

Já a canela tem sido fonte de estudos que mostram os pifenóis presentes nesta especiaria como um complemento viável para o controle da diabetes.

As fibras que encontramos nos vegetais e hortaliças têm o poder de melhorar o trânsito intestinal e aquelas encontradas na aveia eliminam excessos e gorduras presentes nos alimentos.  E suas funções não param por aí. São nutrientes que atuam na saúde da sua pele e, além de atenuar a inflamação causada por acne, por exemplo, tornam-se importantes aliados no tratamento. 

Medicamentos naturais

Podemos fazer destes componentes funcionais nossos medicamentos naturais, que vão agir de forma parecida aos fármacos, sem causar efeitos adversos à saúde e o melhor, garantindo a prevenção de doenças que podem ser desenvolvidas futuramente. Mas, para se beneficiar da funcionalidade destes alimentos, é necessário que o consumo seja de forma regular e associada a uma dieta equilibrada. Deve-se atentar também para a quantidade do componente funcional a ser ingerindo para garantir que de fato este possa trazer o resultado esperado.

Agora que você já sabe as maravilhas da alimentação funcional para a saúde, não se esqueça incluí-la no seu plano alimentar e garanta sua dose diária de saúde e qualidade de vida.Andréa Santa Rosa Garcia é nutricionista com foco em Nutrição Funcional, que tem como base não apenas a contagem de calorias, mas o que o corpo realmente precisa. Criadora do programa online Vida Funcional, Andrea é ainda membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e do Institute for Functional Medicine (EUA), além de ser pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, em Fisioterapia Clínica Funcional e Nutrição Ortomolecular."


domingo, 24 de maio de 2015

Detox não é moda, deve ser uma escolha de atenção a saúde e cuidados com o corpo...

"Desmistificando o suco detox: o que é, quem toma, quais os reais efeitos...

Ostentado nas redes sociais, o copo com líquido verde ajuda, mas não faz milagres. Saiba como é uma mistura que realmente ajuda a desintoxicar e descubra as contraindicações

CorreioWeb
Publicação:27/04/2015 11:00

De Izabel Goulart à sua vizinha que acaba de passar no concurso: está todo mundo postando foto de suco no Instagram. Normalmente, ele é verde e espesso, tem um aspecto tão apetitoso quanto massa de modelar. Em seguida, surgem fotos - com filtro, claro - no espelho da academia. Essa é a nova geração fitness e ela adora suco detox.

O nome “detox” vem, obviamente, de desintoxicação. A ideia é melhorar o funcionamento do organismo para eliminar todas as subtâncias que não fazem bem, como excesso de sódio, por exemplo. O frango grelhado, cuidadosamente escolhido em detrimento do empanado durante o almoço, é cheio de hormônios e antibióticos, e os ingredientes do suco têm propriedades para amenizar e/ou tirar isso do corpo.

Primeiramente, nem todo suco verde é detox e nem todo detox é verde. “Muita gente acha que é só colocar alguma coisa diferente, tipo jiló, que vira detox”, explica a nutricionista Luana Rincon. É claro que se pode por jiló ou o que quiser no suco, mas para ele ser detox, precisa de uma receita padrão: base (água, água de coco, leite de vegetais) + folha escura (couve, couve-flor, espinafre). É aconselhável adicionar alguma fruta, vegetal (pepino, cenoura, beterraba, beringela) e outro complemento (linhaça, gengibre, gergelim), em primeiro lugar, para não ter gosto de couve pura batida com água e, em segundo, para ser ainda mais nutritivo.

A dieta detox faz parte da nutrição funcional, especialidade de Rincon. A proposta é observar a alimentação tendo foco os nutrientes e minerais. Diferentemente do que se pode entender a partir do Instagram de certas celebridades, só o suco detox não emagrece. Ele faz parte, ou deveria fazer, de uma dieta completamente detox, em que há dias para o consumo de determinados alimentos. E além disso, como leva vários ingredientes, nem é de baixa caloria. Por ser nutritivo, há uma impressão de saciedade por mais tempo, mas não dura muito. “É claro que se alguém tomar só suco vai emagrecer”, diz Rincon, “mas como ninguém aguenta viver só de suco, logo vai voltar a comer tudo de uma vez”. Não tente imitar Izabel Goulart em casa.

A verdade é que a maioria das pessoas não consegue seguir a dieta detox e acaba só tomando um suquinho na quarta-feira de cinzas, na esperança de que a couve limpe todo o alcóol de um carnaval. Nesse caso, o suco pode ajudar, porque ajuda a metabolizar mais rápido o álcool, mas se tiver exagerado, é melhor seguir a dieta de uma semana ou um mês. Por essa mesma característica de agilizador do metabolismo, o suco não é recomendável para quem faz tratamento com remédios controlados. É possível que, consumido em grandes quantidades, não dê tempo de o organismo absorver a medicação.

Cada vez mais tem surgido empresas que fazem esse suco.. O proprietário de uma dessas Arthur Resende conta que normalmente as pessoas chegam lá somente com o objetivo de emagrecer. Mas, depois dos feriados, a procura aumenta exponencialmente: todo mundo quer desintoxicar o chocolate da páscoa. No pós-carnaval mesmo, as vendas aumentaram 50%."

Este artigo é uma replica do texto original na íntegra.

sábado, 9 de maio de 2015

A ciência a serviço da vida "Guerra entre bactérias ajudará a conservar alimentos"

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"Guerra entre bactérias ajudará a conservar alimentos

Aumentar o valor nutricional e melhorar a segurança de produtos alimentícios a partir da utilização de compostos produzidos por microrganismos presentes nos próprios alimentos são objetivos de um grupo de pesquisadores no Estado de São Paulo.

Para avançar nos resultados de seus estudos, eles contam com a colaboração de colegas argentinos.

Em São Paulo, o grupo é formado por cientistas do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center, FoRC), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Os colaboradores na Argentina integram o Centro de Referencia para Lactobacilos (Cerela).

Um dos resultados da pesquisa foi a bem-sucedida utilização de bacteriocinas para aumentar a segurança do queijo minas, um queijo típico brasileiro e muito fácil de ser preparado, como explicou Bernadette Gombossy de Melo Franco, coordenadora do FoRC e professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).

“O queijo minas é feito em pequena escala no Brasil e tem muitos casos de contaminação por Listeria monocytogenes. Nosso propósito foi usar bactérias que já estão no leite, selecionando entre elas as que são produtoras de bacteriocinas, isolando-as e colocando-as de volta no leite com a função específica de inibir a multiplicação do patógeno e, com isso, poder produzir o alimento com maior segurança. Conseguimos um efeito semelhante na produção de leite de cabra”, disse Franco, em palestra na FAPESP Week Buenos Aires que integrou o painel “Alimentos Funcionais”.

Mas o que são essas bacteriocinas, que têm atraído a atenção de pesquisadores e da indústria de alimentos?
“São polipeptídeos sintetizados nos ribossomas de bactérias láticas que exibem atividade bactericida ou bacteriostática, ou seja, ou matam microrganismos ou inibem a sua multiplicação sem matá-los”, explicou Franco, que é pró-reitora de Pós-Graduação da USP.
Por sua vez, as bactérias láticas são microrganismos presentes em vários ambientes e que apresentam a propriedade de transformar açúcares (carboidratos) em ácido lático.
“Essa propriedade pode ser explorada de várias maneiras tecnológicas para aumentar o valor nutricional ou a segurança do produto alimentar. E elas podem ter muitas outras funções. Em fins terapêuticos, por exemplo, já que podem ser utilizadas como vetores de uma série de genes responsáveis pela produção de compostos importantes do ponto de vista médico, ou químico, devido à grande variedade de compostos que elas podem produzir”, disse Franco.

“O grupo das bactérias láticas é muito grande, composto de mais de 200 gêneros de microrganismos diferentes. E são vários os compostos que elas produzem e que podem ter atividade funcional, ou seja, agregar benefícios ao alimento onde estão. Podem ser enzimas, vitaminas, exopolissacarídeos, adoçantes, probióticos e compostos com atividade antimicrobiana”, disse.

E é nessa atividade antimicrobiana que está o interesse da pesquisa feita no FoRC e no Cerela.

“Esses agentes antimicrobianos, que podem ser usados tanto na área médica como na conservação de alimentos, são também muito variados. Podem ser ácidos orgânicos, diacetil, peróxido de hidrogênio, dióxido de carbono, compostos de baixo peso molecular e, principalmente, as bacteriocinas”, contou Franco, que é membro da Coordenação da Área de Engenharia e da Coordenação Adjunta do Plano Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Estado de São Paulo da FAPESP.

A pesquisadora explica que as bactérias láticas são utilizadas como bioconservantes em alimentos há milênios – cerca de 6 mil anos a.C. –, sem que se soubesse qual era o composto químico responsável pela conservação.

“Um exemplo de aplicação prática das bacteriocinas na conservação de alimentos está no controle da bactéria Listeria monocytogenes, um patógeno que causa doenças de gravidade variada, podendo levar até a morte um indivíduo afetado. Trata-se de um microrganismo psicrotrófico, isto é, que se multiplica em ambiente refrigerado, em temperaturas em que são armazenados os alimentos. É resistente ao sal e a desinfetantes e tem a capacidade de aderir à superfície dos equipamentos utilizados pela indústria de alimentos, formando os chamados biofilmes. E sobrevive por longo tempo nesses ambientes”, disse Franco.

Nova definição

Franco explica que a definição científica usada desde 1994 para as bacteriocinas afirma que sua atividade é importante apenas contra outras bactérias com as quais elas são geneticamente relacionadas. E aí entra outra contribuição da pesquisa feita no FoRC.
“Nós estamos contribuindo com informações e mostrando que essa classificação precisa ser revista. Em um artigo publicado por nosso grupo com nossos parceiros argentinos, mostramos que as bacteriocinas são ativas também contra vírus e contra leveduras”, disse.
“Também conseguimos resultados importantes ao encapsular bacteriocinas em nanovesículas de lipídeos, protegendo as bacteriocinas da própria ação da matriz alimentar”, contou Franco.

As descobertas salientam a importância de pesquisas sobre as bacteriocinas e outros compostos com atividade funcional. Com tanto potencial de aplicação, o interesse tem sido cada vez maior.

“Estudos com bacteriocinas têm crescido muito nos últimos anos, com um grande aumento no número de publicações científicas sobre o tema em todo o mundo, inclusive no Brasil. Mas precisamos de mais estudos para melhorar o conhecimento atual das possíveis aplicações das bacteriocinas para a conservação de alimentos”, disse Franco.
“Entretanto, é importante destacar que as bacteriocinas não são uma panaceia que vai resolver o problema da contaminação de alimentos. Elas são uma ferramenta a mais, que podem ser usadas em conjunto com outros métodos de preservação de alimentos. Sua atividade depende, por exemplo, da própria cepa da bactéria, da matriz alimentar onde se encontra e é afetada por fatores ambientais”, disse.

Na palestra em Buenos Aires, Franco falou também sobre um projeto conduzido em parceria com pesquisadores da Universidad Tucumán e do Cerela, selecionado em chamada de proposta lançada pela FAPESP em parceria com o Conicet.

No projeto, os pesquisadores buscam bactérias láticas produtoras de vitaminas em produtos artesanais na Argentina e no Brasil para a produção de alimentos funcionais, enriquecidos com folatos e riboflavinas.

Pão sem glúten

O painel “Alimentos Funcionais”, que teve como coordenadora a professora Maria Cristina Añon, da Universidad Nacional La Plata, contou com palestra de Maria Taranto, pesquisadora do Departamento de Biotecnologia em Alimentos do Cerela, que falou sobre o uso de probióticos láticos em alimentos funcionais.

Vanessa Dias Capriles, professora na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), falou sobre desafios tecnológicos e nutricionais na panificação sem glúten.

Em pesquisa com apoio da FAPESP por meio do programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, ela busca desenvolver pão sem glúten com boa qualidade tecnológica, tanto nutricional como sensorial, “de modo a contribuir para a melhor nutrição, saúde e qualidade de vida dos indivíduos celíacos”.

Capriles destacou que a doença celíaca é uma das intolerâncias alimentares de maior prevalência mundial e está impulsionando a demanda por produtos sem glúten.

“Entretanto, o glúten é uma proteína estruturante essencial para a elaboração de pães. Por isso, a obtenção de pães sem glúten é um desafio tecnológico”, disse.

Encerrando o painel, Daniel Barrio, professor na Universidad Nacional de Río Negro, falou sobre peptídeos bioativos provenientes de proteínas alimentares."

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/guerra-entre-bacterias-ajudara-a-conservar-alimentos