quarta-feira, 24 de junho de 2015

Alfarroba? Você conhece suas propriedades e benefícios?



Imagem ilustrativa captada de:
 http://alfarrobeira-hca.blogspot.com.br/




"Afinal, o que é alfarroba? 
      
A alfarroba é uma vagem, de cor marrom escuro e sabor adocicado. É o fruto da alfarrobeira, planta originária do mediterrâneo.

O pó da alfarroba, derivado da polpa da vagem torrada e moída, é utilizado para substituir o cacau. Esse pó, contudo, possui expressivas diferenças em relação ao cacau. Enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui só 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose), em torno de 38 a 45%.


A alfarroba possui alta concentração de aminoácidos, carboidratos, proteínas, vitaminas B, C e E, fibras solúveis e insolúveis e minerais como o cálcio (em grande quantidade), fósforo e ferro.

O pó da alfarroba é rico em açúcares simples, tendo um sabor agradável e natural, e por esta razão pode substituir o cacau nas receitas de sobremesas (brigadeiro, pavê e outros), recheios e coberturas de bolos e também substituindo os achocolatados.

Esta riqueza em açúcares naturais, não prejudiciais, se soma a outras extraordinárias vantagens como:

·         Não engorda: possui pouca gordura e muito açúcar natural.
·         Ideal para combater a constipação: contém fibra solúvel (pectina) e insolúvel (celulose).
·         É rica em oligoelementos, minerais e vitaminas.
·         Não afeta o sistema nervoso: não contém cafeína nem teobromina.

Ao consumir alfarroba evita-se as consequências do uso excessivo de açúcar refinado.

É aconselhada para diabéticos, pois contém baixa concentração de hidratos de carbono e pode ser usado por celíacos, por não conter glúten.

Resumindo: a alfarroba é um substituto saudável para o chocolate, sendo ideal para quem deseja sabor sem os efeitos indesejáveis deste."

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Alimentação Funcional, um dos temas citados nesse momento por especialistas e leigos.

"Por que apostar na tão falada “alimentação funcional”? Andrea Santa Rosa explica

11 de Junho de 2015,
Nutricionista Andrea Santa Rosa

Conquistar o corpo ideal é um sonho. Agora, imagine chegar lá com muita saúde. É isso que propomos com a alimentação funcional. Nossa preocupação vai além da simples contagem de calorias. Os alimentos funcionais são componentes da dieta que, além das funções nutricionais básicas, podem proporcionar um benefício para o organismo e desempenhar um papel na redução dos riscos de certas doenças e outras ocorrências.

Benefícios da alimentação funcional

Há distintos benefícios dos alimentos funcionais, que vão desde a atuação no controle do colesterol até a proteção contra o envelhecimento precoce. Na maioria das vezes, eles apresentam potente ação antioxidante, reduzindo a incidência de diversas doenças causadas pelos radicais livres. São ricos em fibras, vitamina C, licopeno e ômega 3, polifenóis, fibras, entre outros componentes que auxiliam na melhora do funcionamento do organismo e garantem benefícios à saúde.

Lista de alimentos funcionais

Como um bom exemplo de alimento funcional, podemos citar as pimentas. E olha quantos benefícios: além de vitaminas e minerais, como A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio, a pimenta do reino possui piperina e a pimenta malagueta possui capsaicina, que atuam como potente termogênico natural. Isso quer dizer que elas possuem efeito digestivo e, além disso, são capazes de estimular a cicatrização de feridas.

Já a canela tem sido fonte de estudos que mostram os pifenóis presentes nesta especiaria como um complemento viável para o controle da diabetes.

As fibras que encontramos nos vegetais e hortaliças têm o poder de melhorar o trânsito intestinal e aquelas encontradas na aveia eliminam excessos e gorduras presentes nos alimentos.  E suas funções não param por aí. São nutrientes que atuam na saúde da sua pele e, além de atenuar a inflamação causada por acne, por exemplo, tornam-se importantes aliados no tratamento. 

Medicamentos naturais

Podemos fazer destes componentes funcionais nossos medicamentos naturais, que vão agir de forma parecida aos fármacos, sem causar efeitos adversos à saúde e o melhor, garantindo a prevenção de doenças que podem ser desenvolvidas futuramente. Mas, para se beneficiar da funcionalidade destes alimentos, é necessário que o consumo seja de forma regular e associada a uma dieta equilibrada. Deve-se atentar também para a quantidade do componente funcional a ser ingerindo para garantir que de fato este possa trazer o resultado esperado.

Agora que você já sabe as maravilhas da alimentação funcional para a saúde, não se esqueça incluí-la no seu plano alimentar e garanta sua dose diária de saúde e qualidade de vida.Andréa Santa Rosa Garcia é nutricionista com foco em Nutrição Funcional, que tem como base não apenas a contagem de calorias, mas o que o corpo realmente precisa. Criadora do programa online Vida Funcional, Andrea é ainda membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional e do Institute for Functional Medicine (EUA), além de ser pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, em Fisioterapia Clínica Funcional e Nutrição Ortomolecular."


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Marca de Fórmula Alimentar Infantil poderá não mais voltar ao mercado.

Nota de NAS-NE: Dificilmente o fabricante dessa marca terá o mesmo mercado, mesmo que fique provado ausência de culpa. Quem quer correr o risco? Esse caso específico me leva a suspeitar de interesses alheios ao foco da denuncia. Trata-se de muito dinheiro envolvido, foi uma marca que substituiu outra em um processo licitatório. Trata-se de uma grana significativa, certamente no DF a marca substituída zerou suas vendas. Os Governos são a muito tempo o principal canal de vendas de tais produtos e diante dessa montanha de dinheiro, essa gente não perde tempo.
Ninguém queira ter uma marca envolvida em um caso desses, que dependendo da importância da marca no seu portfólio poderá ser o fim da empresa. Dificilmente será provada a causa efeito defendida, sempre será deixada uma dúvida. Tenho no momento minhas dúvidas na competência das instituições fiscalizadoras do Brasil, assim como tenho muito mais dúvida na ética e respeito dos empresários brasileiros produtores de itens fundamentais para vida humana. Assim como a maioria dos consumidores não são exigentes com conhecimento do que consumem, fornecedores e órgãos fiscalizadores não são como deveriam ser, salvo algumas exceções.
Espero que “debaixo desse angu não tenha pedra” e a pequena vítima, segundo a matéria, possa crescer saudável e sem complicações, o que não é muito fácil para quem é alérgico.

Vou ficar de olho (Teófilo Fernandes)

"Venda de fórmula infantil é proibida após reações alérgicas
Andreia Verdelio
Da Agência Brasil, em Brasília
08/06/201515h38

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta segunda-feira (8) a fabricação e venda de todos os lotes da fórmula infantil para lactentes e de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância destinada a necessidades dietoterápicas específicas com restrição de lactose à base de aminoácidos, da marca Amix. O leite já havia provocado reações alérgicas em crianças no Distrito Federal.

A Anvisa recebeu denúncias de reações adversas em crianças alérgicas a leite de vaca após o consumo dos lotes 14F0901, 14H13 e 14E1901 do produto. As reclamações foram feitas à Vigilância Sanitária do Distrito Federal e à Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. Após inspeção realizada na empresa fabricante Pronutrition do Brasil Indústria e Comércio de Suplementos Alimentares, em Valinhos-SP, entre 27 e 30 de abril deste ano, foram constatadas irregularidades no cumprimento das boas práticas fabricação, implicando risco à saúde dos consumidores do produto.

A fórmula é fabricada pela Pronutrition do Brasil para a Invita Nutrição Especializada, de Belo Horizonte-MG. Em nota, a Invita discordou da proibição e disse que vai contestar judicialmente a decisão. Segundo a empresa, as denúncias não foram acompanhadas de nenhuma comprovação que possa certificar a ausência da qualidade e segurança da fórmula Amix.

A Invita acrescenta que todos os lotes do produto sempre foram analisados em laboratórios externos, habilitados pela Anvisa, e possuem comprovação científica da adequação nutricional e ausência de proteínas. "A Invita desde o início das denúncias prestou todos os esclarecimentos e forneceu todas as informações necessárias para que a investigação fosse conduzida de forma breve e eficiente. Portanto, afirmamos que a nossa unidade fabril sempre atendeu e cumpriu com as Boas Práticas de Fabricação evidenciadas por aprovações, obtidas após inspeções realizadas anteriormente, comprovando assim que não havia risco à saúde dos consumidores", informou em nota.

A resolução da Anvisa foi publicada no Diário Oficial da União."


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Termogênicos e Energéticos exigem orientação de um profissional para uso correto.

Nota postada por Teófilo
01/06/2015

Imagem apenas ilustrativa
Termogênicos e Energéticos não são a mesma coisa.

É muito importante para o consumidor final entender que termogênicos e energéticos não são a mesma coisa, é de uma importância que antes de usar tais produtos primeiro passe pela orientação de um profissional habilitado para que ele avalie se é viável ou não o uso de tais produtos pelo interessado. Aparentemente tais substâncias podem até ser comuns no dia a dia, mas se trata de substâncias que muitas vezes dependem de autorização de órgãos fiscalizadores.

O uso de Termogênico normalmente é indicado com o propósito de auxiliar na perda de peso, o que exige atividades físicas e alimentação adequada como aliadas, sem estas atividades o papel do termogênico de aumentar o metabolismo para proporcionar a queima de calorias será nulo. Já os energéticos o propósito é diferente, ele tem o papel de estimulante causado principalmente pela cafeína que ingerida de forma equilibrada pode trazer benefícios, porém se fizer uso exagerado poderá sofre transtornos no sistema nervoso sérios. Outras substâncias poderão contribuir para seu fim através de aminoácidos e vitaminas.

Nas duas situações não deixem de consultar um profissional, o uso de termogênicos ou energéticos podem trazer problemas à saúde se não forem consumidos da forma adequada conforme recomendação de um profissional de sua confiança.


sábado, 30 de maio de 2015

Alimentos Funcionais são uma das chaves para o segredo da longevidade com qualidade de vida.

Por Teófilo Fernandes
30/05/2015

Na condição de profissional na área de gestão de negócios e pessoas, me sinto muito a vontade para divulgar informações que me garantem a liberdade de expressão sem fins lucrativos diretos ou indiretos sobre as mesmas. Nesses meus quase 30 anos de vendas e negociações já compartilhei muitos momentos com pessoas éticas, sérias, inteligentes, competentes, imparciais entre outras qualidades, mas também com pessoas nem tanto qualificadas acima.

Não posso dizer que todas as empresas que representei comercialmente são absolutamente éticas e formadas por pessoas sérias, mas tenho certeza que a maioria é. No momento estamos vivendo uma verdadeira revolução no mercado de alimentos funcionais, ou seja, de alimentos industrializados com o máximo de aproximação dos produtos naturais possíveis dentro de determinados parâmetros admitidos. Essa revolução sinaliza algo bom no mercado em favor da vida, preservando o homem da ingestão de produtos nada saudáveis que imperam no mundo, mesmo nas civilizações mais evoluídas economicamente. É nesse contexto que também devemos nos preocupar com os produtos e empresas que aproveitam a onda para inserir no mercado produtos e marcas que não oferecem na prática o que divulgam oferecer. São verdadeiros aproveitadores, pesquisadores de mercado que tem como foco só a rentabilidade e pouco se importa com os resultados que proporcionam ou deixam de proporcionar aos verdadeiros e maiores interessados; os consumidores finais.

Existem no mercado empresas sérias que merecem respeito do consumidor e dos profissionais prescritores de seus produtos. São empresas que disponibilizam produtos com convicção profissional, produtos que são submetidos a experiências científicas, pesquisas de fórmulas específicas que atendem a um determinado público selecionado por profissionais qualificados e formados para tanto, exemplo dos nutricionistas que são hoje os profissionais qualificados para atender a sociedade no tocante a composição de alimentos saudáveis, alimentos que proporcionam ao consumidor qualidade de vida, longevidade, prevenção de doenças entre tantos outros benefícios.

Não devemos só nos preocuparmos com possibilidades de conflitos de interesses de determinado profissional, sejam ele de que área for, também é muito importante o seu perfil profissional, sua formação, sua postura no mercado, suas referências e atualizações. O mundo é dinâmico, a profissional precisa também se fazer incluído nesse dinamismo. Com os Nutricionistas, Nutrólogos, Médicos, Farmacêuticos e técnicos também vale a mesma regra.

No momento inúmeros produtos estão no mercado e milhares de outros estão próximos de entrar, mas poucas são as empresas que se preocupam com a parte científica, aquela que exige tempo e custos com retorno financeiro nem sempre garantido a médio ou longo prazo. Sempre que for possível, mesmo sem ser profissional da área da saúde, mas como cidadão, estarei divulgando trabalhos científicos que tenham como fim oferecer benefícios a população como um todo. Recentemente tive acesso a um trabalho científico realizado com a “utilização de um complemento alimentar à base de cereais, leguminosas e oleaginosas em idosos: estudo realizado na Cidade Geriátrica, em Piracicaba (SP)” (Autores: Jocelem Mastrodi Salgado; Esther Laudanna; Andrea Dario Frias; Patrícia C. Nogueira; César Furlan). Link: (http://www.sanavita.com.br/#estudo-clinico-com-suprinutri-senior_c2272_.aspx).


O assunto me chamou muito atenção por conta do meu meio século de vida.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Alimentos Funcionais é uma realidade, em breve a sociedade estará mais informada sobre o assunto e seus benefícios serão expressivos.


O professor da USP, vencedor do Mérito Científico do Prêmio Jovem Cientista, fala sobre pesquisas de alimentos funcionais.

REDAÇÃO PRÊMIO JOVEM CIENTISTA
27/05/2015 - 08h01 - Atualizado 27/05/2015 08h01

Com 48 anos de carreira, o professor e pesquisador Franco Maria Lajolo iniciou seus estudos relacionados a alimentos e nutrição durante o doutorado, em 1967. Hoje, lidera pesquisas sobre compostos bioativos de alimentos. Professor sênior da Universidade de São Paulo, pesquisador do Centro de Pesquisa em Alimentos/USP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Lajolo diz que frutas regionais e populares no Brasil, como jabuticaba, morango e laranja, têm mostrado resultados promissores no combate a doenças crônicas. Ele prevê a disseminação da análise genética para personalizar cada vez mais os tratamentos de saúde. “O desenvolvimento de alimentos funcionais caminha na direção de uma nutrição mais individualizada”, diz o pesquisador, que na semana passada foi anunciado como vencedor do Mérito Científico no Prêmio Jovem Cientista 2015.

Que avanços o senhor percebe na área de Segurança Alimentar e Nutricional, de acordo com as pesquisas de que participou?
Franco Maria Lajolo –
Ao longo dos anos, o Centro de Pesquisa em Alimentos desenvolveu diversas linhas de pesquisa, por meio de projetos nacionais e internacionais, que geraram contribuições significativas para a área de segurança alimentar e nutricional. A obtenção de novas fontes proteicas para o combate de deficiências nutricionais, em programas como o da merenda escolar, e o desenvolvimento de novas metodologias para avaliar sua segurança e seu valor biológico são alguns dos estudos realizados. Implementamos, no Brasil, o “Programa de Composição de Alimentos”, que estabeleceu um banco de dados sobre macro e micronutrientes, essencial para conhecer de tanto a nossa biodiversidade quanto a maneira como nossa população se alimenta. Isso possibilitou a identificação e a avaliação de possíveis deficiências nutricionais. Iniciamos também novas linhas de investigação envolvendo o conceito de atividade da água e seu papel nos mecanismos de deterioração de alimentos. Foram desenvolvidos ainda estudos sobre o amadurecimento em frutas pós-colheita para descobrir os mecanismos moleculares e genéticos envolvidos no processo e estabelecer as bases da sua conservação e qualidade, importantes na redução de desperdícios de frutas pós-colheita.

E o que vem motivando esse tipo de pesquisa?
Lajolo –
A relação entre a alimentação, os custos da saúde pública, as pesquisas nutricionais, o interesse do consumidor e os aspectos econômicos têm sido forças motivadoras para o desenvolvimento de alimentos funcionais. Além dos efeitos nutricionais, evidências científicas aprovadas por organizações de saúde pública atestam os benefícios desses alimentos para o bem-estar do organismo. Em contribuições recentes, os chamados alimentos funcionais são associados aos componentes da dieta e às doenças crônicas não transmissíveis. Desse modo, o estudo interdisciplinar dos compostos bioativos desses alimentos, isto é, das substâncias que contribuem para o bom funcionamento do organismo, mostra-se necessário, buscando examinar a biodiversidade e identificar as ações biológicas desses compostos e seus possíveis usos.

Que alimentos têm potencial bioativo?
Lajolo –
As frutas e vegetais apresentam grande potencial como fontes de compostos bioativos para o desenvolvimento de alimentos funcionais. Entre esses compostos, destacam-se os carotenoides, os polifenóis, os flavonóides, e também as antocianinas, as proantocianidinas, os fitosteróis, os prebióticos e outros de origem animal, como os ácidos graxos ômega 3, os peptídeos bioativos e  os probióticos. Além da capacidade antioxidante, essas substâncias possuem ações biológicas anti-inflamatória, sobre enzimas ligadas ao controle da pressão arterial e em fatores ligados ao câncer. Essas áreas representam um importante campo de pesquisa e oferecem inúmeros desafios, entre eles: identificar a sua ocorrência, obter a sua caracterização molecular e estudar o efeito do processamento tecnológico dos alimentos. E mais: conhecer a sua biodisponibilidade em humanos,  isto é, a quantidade e a velocidade de absorção dos princípios ativos dessas substâncias; sua ação em pessoas saudáveis e em pessoas com síndrome metabólica ou doenças crônicas não transmissíveis.

As pesquisas concentram-se em algum alimento em especial?
Lajolo –
Nossas pesquisas têm-se voltado para frutas regionais do Brasil, além de outras que têm consumo significativo, como a cajaita, jabuticaba, grumixama, amora negra, morango, laranja normal e laranja vermelha, tomate roxo e milho roxo. Nestes frutos, identificamos diversos compostos bioativos e caracterizamos a sua estrutura molecular e a sua biodisponibilidade. Estamos avaliando a sua ação em humanos e os possíveis mecanismos em animais e culturas de tecidos. Os resultados são promissores: diversos extratos desses frutos mostraram algum tipo de ação na redução da glicemia, melhora na resistência à insulina, ação anti-inflamatória (importante porque a inflamação crônica é causa de doenças) e ação antioxidante. No futuro, a aplicação da genômica funcional (caracterização genética das pessoas) e dos conceitos de biologia de sistemas, ao lado dos estudos do microbioma intestinal, permitirão a identificação de biomarcadores e o desenvolvimento de alimentos funcionais na direção de uma nutrição mais individualizada.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Suplementos poderão ser um risco a saúde quando usados de forma errada. Consulte sempre um profissional habilitado para indicar o produto e a forma correto de seu uso.

"Suplementação já é apontada como causa de lesões renais  

Nutrólogos temem surto de hemodiálise no futuro devido ao uso indiscriminado

PUBLICADO EM 24/05/15 - 03h00
Litza Mattos
Na moda e amplamente incentivado entre os praticantes de atividades físicas nas academias, o consumo exagerado de suplementos alimentares e vitaminas está levando aos consultórios mais pacientes com alterações na função renal, devido ao uso desses produtos sem acompanhamento e, muitas vezes, até como substitutos de refeições.
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Casos de insuficiência e calcificação renal, intoxicação e hipervitaminose ficam cada vez mais comuns nos consultórios com a explosão desse culto ao “lifestyle fitness” e com a lentidão na fiscalização dos produtos que são comercializados. A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Carmen Tzanno, diz que chega a receber até dois pacientes por semana relatando problemas que, quando investigados, levam à constatação de que foram causados por suplementos.
“Muitos pacientes são jovens e até adolescentes”, afirma ela. “Esse movimento é percebido há pelo menos três anos”, completa, ao explicar que a suplementação é recomendada apenas para atletas de alto rendimento ou para sanar deficiências geradas por patologias.
 A preocupação é crescente, e o consumo inadequado é apontado como uma das causas da disfunção renal, discutida em congressos da área. O nutrólogo e também nefrologista Alexandre Dias Pinto Coelho alerta que, em conversas informais em um desses eventos, foi levantada a suspeita de um possível surto na hemodiálise. “Pelo andar da carruagem, é possível que, dentro de dez ou 15 anos, comece a aparecer gente com doença renal terminal secundária ao uso abusivo de proteínas, sejam elas de suplementos ou não”, critica.
Um dos principais riscos, segundo Coelho, é a dieta dos atletas que buscam hipertrofia (crescimento dos músculos), baseada principalmente em alimentos e suplementos ricos em proteínas, que, em excesso, podem acelerar nefropatias (lesões ou doença do rim) silenciosas. Carmen também ressalta os riscos das dietas da moda, como a Dukan, que, se aliada aos suplementos proteicos (como o Whey Protein, por exemplo), acaba levando à formação de pedras nos rins.
A nefrologista também cita o caso de um paciente que, após o uso de doses elevadas de vitamina D, chegou ao quadro de intoxicação, hipervitaminose e calcificação renal. “Quando você retira o consumo e faz a orientação adequada, em geral, a função é recuperada. O grande problema é que as pessoas, mesmo orientadas, têm uma ambição estética tão grande que qualquer outro problema de saúde acaba sendo deixado de lado”.
A psicóloga Marcelle Bitarães, 24, conta que sempre desconfiou dos benefícios dos suplementos, mas há oito meses ela adquiriu uma rotina mais rigorosa de atividade física e passou a sentir a necessidade de contar com a “ajuda” de produtos indicados por sua nutricionista esportiva. “Sempre tive o pé atrás e, sem acompanhamento, acho perigoso tomar. Consegui eliminar 10 kg e 13% de gordura. Sem os suplementos acho que conseguiria o mesmo resultado, mas demoraria mais”.
Expansão. No Brasil, estima-se que 2% da população – cerca de 4 milhões de pessoas – consuma suplementos, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri). Dentro do mercado de nutrição esportiva, os produtos à base de proteína aparecem como campeões de venda (65%), e os jovens entre 15 e 30 anos representam 80% dos consumidores.
“Os números podem aumentar de maneira exponencial nos próximos anos. Sendo assim, esse mercado deve ser regulado, e a população deve procurar orientação profissional. Essas medidas são preventivas e visam à preservação da função renal, boa qualidade de vida e um estilo de vida saudável”, diz Carmen.
Fiscalização
Alerta. Somente em 2014 e 2015, a Anvisa proibiu a distribuição e a comercialização de 21 marcas de suplementos proteicos para atletas e outras 14 marcas de suplementos alimentares.
Só produtos alterados são suspensos
Regulamentação: Em 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um regulamento técnico com diretrizes específicas aos alimentos para atletas.
Venda: Por telefone, a assessoria de imprensa da agência disse que os produtos podem ser vendidos em farmácias e lojas de produtos naturais. “A comercialização só é suspensa quando os produtos apresentam algum problema”."